PAULINHO ENTREVISTA
LEANDRO SILVA ( LENADRO SOUZA DA SILVA).
TÉCNICO DO CAMPO GRANDE !
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| FOTO TIRADA DO INSTAGRAN PESSOAL |
Leandro da Silva, jovem técnico carioca, porém com muita experiência no comando, terá a missão de salvar o Campo Grande do inferno da quarta divisão. No ano passado, o time não foi rebaixado porque duas equipes foram eliminadas, ou melhor, excluídas do campeonato.
O Galo da Zona Oeste, que já foi campeão brasileiro da Segunda Divisão, possui muita história no cenário carioca e busca redenção. A aposta na juventude do técnico representa a chance de dias melhores.
Mesmo jovem, Leandro já possui em seu currículo o título do Campeonato Carioca Série B2 pelo Angra dos Reis e, em 2023, ajudou o Araruama a se manter na segundona carioca.
O treinador passou ainda pelos times do 7 de Abril, Barra Mansa, Ceres e Serrano.
O Paulinho entrevista trás hoje uma bela conversa com o jovem treinador, e vamos entender um pouco do pensamento do treinador.
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| FOTO RETIRADA DO INSTAGRAN DO PRÓPRIO |
Você é um técnico jovem, podemos considerá-lo da nova geração e já com um título da Série B2 com o Angra dos Reis em 2017! Quais são as suas características como treinador?
R: Pela minha idade, sou considerado parte da nova geração, embora eu não goste muito desse rótulo, principalmente por todo o respeito que tenho pela geração anterior. Essa geração fez com que o futebol brasileiro continue sendo o melhor futebol do mundo. É uma geração que conquistou todos os títulos, e eu, como treinador dessa chamada nova geração, tenho muito respeito e acredito que, com os pés no chão e trabalhando com humildade, podemos alcançar tudo o que essa geração anterior, que nos fez pentacampeões, conquistou.
Em relação ao título da B2, foi em 2017. Na época, era chamada de B2, mas, se fosse contar como nos dias de hoje, seria a B1, a terceira divisão. Foi, sem dúvida, um título muito importante para a minha carreira, que me marcou profundamente, assim como o clube que conquistei esse feito.
No ano passado, o Campo Grande fez uma péssima campanha e só não foi rebaixado porque duas equipes foram punidas, o que determinou o rebaixamento delas. O que pode ser feito de diferente este ano para brigar pela vaga na B1?
R: Minhas características são boa liderança, um bom ambiente de vestiário e um excelente trabalho de campo. Acredito que, como treinador, devemos priorizar as características dos atletas e trabalhar com base naquilo que eles podem nos oferecer. Eu procuro seguir esse caminho, sendo um treinador bastante tático, mas que também busca melhorar o atleta de maneira individual.
Acredito muito no trabalho específico, algo que precisamos resgatar, para que possamos voltar a ter a hegemonia que, a cada dia, está se perdendo no nosso futebol. Isso tem faltado muito. Como eu disse antes, exaltei a geração que veio antes de nós, e procuro manter o legado de sempre buscar melhorar o jogador, respeitando suas características específicas e a sua qualidade de jogo.
Como é treinar uma equipe tradicional como a do Campo Grande?
R:No ano passado, o Campo Grande veio com a ideia de oportunizar os jogadores do sub-20, que fizeram um excelente campeonato. Acabou que, de repente, a equipe não teve uma boa campanha, mas, com certeza, o legado do trabalho do ano passado é o que nos torna fortes hoje. Conseguimos, sim, trazer jogadores de forma pontual, mas seguimos a linha do clube de dar oportunidade aos jogadores da base.
Independente dos resultados do ano passado, foi um trabalho muito proveitoso para o clube, principalmente a nível de legado. Tenho certeza absoluta de que, com a junção de atletas mais experientes com os jovens, vamos conseguir brigar pelo acesso e buscar o tão sonhado título, que ainda é o objetivo de um clube com tanta tradição no futebol carioca e brasileiro.
O Ítalo Del Cima estava em obras? O time terá sua casa para jogar? A diretoria está se movimentando para atrair um bom público para apoiar a equipe?
R:Sabemos que nosso estádio está passando por reformas e, com certeza, precisávamos de um local para mandar nossos jogos. Esse local foi muito bem escolhido: Moça Bonita, em Bangu, que é próximo da nossa torcida. Acredito que conseguiremos fazer de Moça Bonita a nossa casa e buscar o máximo de pontos possíveis para que possamos realmente aproveitar o mando de campo.
A diretoria está fazendo um trabalho de resgate do clube. Como será enfrentar a difícil quarta divisão, competindo contra equipes tradicionais como o Bonsucesso e o Barra Mansa, ou até mesmo contra times com bom investimento, como o Zinzane e o Niteroiense?
R:Em relação aos nossos adversários, como você já destacou alguns nomes, sabemos que há outros que, com toda certeza, vão brigar pelas quatro vagas de acesso. São adversários tradicionais, assim como o nosso clube. Sabemos que será uma competição muito equilibrada, e precisamos estar muito focados e preparados para alcançar esse objetivo.
Para finalizar: Por que escolheu o Campo Grande?
R: Minha escolha pelo Campo Grande é a paixão. Tenho um histórico como ex-atleta do clube, e esse vínculo começou lá. Agora, depois de 30 anos, estou voltando para o clube, o que para mim é extremamente emocionante, sem dúvida alguma, especialmente em um momento tão especial, onde o clube está se reestruturando para voltar a ser o que foi um dia. Esse foi um dos grandes motivos da minha escolha, além da seriedade com que o trabalho está sendo feito.
O Campo Grande hoje é um clube que não olha apenas para o profissional, mas também para todas as categorias de base. É um clube que está se estruturando de maneira muito inteligente, e a diretoria está de parabéns pelo resgate dessa paixão na Zona Oeste, no nosso bairro. Para mim, não é diferente; estar aqui nesse momento é uma felicidade imensa.
| FONTE:CENESPORTS |
O time faz sua estréia na quarta divisão fora de casa contra o Campeão da Quinta Divisão Niteroiense.
AUTOR: PAULINHO DO PLANTÃO



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